Parto Larissa, Bruno e Alice


Demorei nove meses para conseguir escrever sobre o meu parto, o

tempo de uma segunda gestação. Somente agora me senti preparada e

pronta.

A dor é mais do que um evento físico. A forma como percebemos a dor

transcende a nossa resiliência física e emocional individual. A percepção

da dor é um fenômeno pessoal, mas é também um fenômeno cultural.

Em nossa sociedade não há espaço para sentir dor, seja ela emocional

ou física. Fazemos de tudo para fugir dela. Ao menor sinal de

desconforto, já estamos buscando o analgésico ou ansiolítico que irá

aplacar nossas mazelas.

A dor faz parte da experiência humana, mas estamos sempre tentando

esquecer disso. Não tenho dúvidas que essa falta de intimidade com o

que dói tira um pouco de nossa humanidade.

Esse é o relato do meu parto. Um parto que doeu muito. A dor que eu

senti foi excruciante. E esse é o relato de um encontro que muitas

pessoas querem evitar: O encontro brutal com dor física, emocional e

espiritual que apenas um parto pode proporcionar.

Meu parto foi muito desafiador. Nada do que eu li, estudei, meditei ou

visualizei me preparou para o que eu vivi.

Foram 36 horas de contrações. Foram 36 horas onde meu corpo se

desdobrava, permitindo que o que era um, se transformasse em dois.

Entrei em trabalho de parto com a Alice ainda não encaixada e em

posição posterior (com as costinhas viradas para as minhas costas), uma

posição que torna o trabalho de parto mais lento, difícil e doloroso.

Desde o momento em que soube que eu estava grávida, eu nunca

cogitei ter a Alice no hospital. Nada parecia mais hostil que o ambiente

estéril hospitalar para receber uma vida que estava chegando. Queria

recebê-la em casa, da forma mais natural possível.

Eu queria que nós passássemos pela experiência do parto, algo que eu

sempre considerei importante para dar inicio a minha experiência de

maternar. Queria que atravessássemos juntas o portal de abertura da

maternidade. E nós atravessamos! E que portal!

Dia 08/09, data da minha DPP (data prevista do parto — a data onde eu

completaria 40 semanas de gestação), amanheceu um sábado lindo de

sol em Florianópolis.

De alguma forma eu sabia que nosso momento estava chegando, porém

fisicamente não sentia nada além de umas cólicas leves que iam e

vinham espaçadamente.

Saímos, eu meu marido, para almoçarmos em um restaurante delícia na

Barra da Lagoa. Sentamos no deck bem em frente ao canal e comemos

uma delicioso camarão com legumes assistindo aos barcos que


passavam. Comentamos inclusive que aquela poderia ser a última vez

que almoçávamos apenas nós dois. E de fato foi!

Voltamos para casa e o dia seguiu preguiçoso. Continuei bordando um

enfeite que eu estava fazendo para o quarto da Alice, assistimos um

filme e lá para as 17:00 comecei a sentir umas contrações mais

dolorosas. Resolvemos cronometrar. Elas duravam cerca de 30

segundos, com um intervalo de 3 minutos entre elas. Achamos estranho

pois estavam bem ritmadas e com intervalos curtos, característicos de

uma fase mais avançada do trabalho de parto.

Ligamos para uma das enfermeiras de nossa equipe que pediu que

continuássemos cronometrando por mais uma hora e me instruiu a tomar

um banho para relaxar e ver se as contrações estabeleciam ou

cessavam.

Tomei um banho bem longo e as contrações continuavam, a intensidade

gradualmente aumentando. Sai do banho convicta que logo estaríamos

recebendo a nossa querida Alice.

Sai do banho e entre uma contração e outra consegui até passar uma

máscara nos cílios. Achava que iria parir maquiada, quanta ingenuidade!

Fui até a cozinha para comer algo. Sabia que precisava de energia para

o que estava por vir. Fiz um prato com a quentinha que tinha sobrado do

almoço do restaurante, mas não consegui comer.

A essa altura o Bruno já tinha ligado novamente para nossa enfermeira

avisando que as contrações continuavam. Ela resolveu passar em casa

para ver como nós estávamos.

A Mari, nossa querida enfermeira, chegou às 18:30h. O seu rosto foi a

última coisa que eu vi em um estado sóbrio de consciência. Os fatos que

se seguem são apenas flashs de memória fora de ordem cronológica,

dos quais eu apenas guardo a textura emocional.

Das 18:30 de sábado até às 5:13 de segunda-feira, horário em que

nossa filha chegou ao mundo, se segue uma sucessão de cenas

profundamente marcadas em minha memória, porém sem horário,

vividas em um espaço-tempo diferente do nosso.

Eu passei as 36 horas que se seguiram em um profundo estado alterado

de consciência. Partolândia que diz, sabe? Às vezes sinto que toda a

eternidade coube dentro dessas 36 horas. Às vezes sinto como se o

tempo tivesse encolhido e esse um dia e meio tivesse sido vivido em

apenas poucos minutos.

Mas ao contrário do que muitas mulheres afirmam, que essa mudança no

estado de consciência acontece mais para o final do processo, eu passei

essas 36 horas em alpha, bem doidona mesmo. O corpo é sábio, te

inunda de hormônios para ser possível suportar a travessia desse portal.


Logo que a Mari chegou, enquanto o Bruno inflava a piscina na sala, eu

fui para a banheira do meu banheiro. Fiquei lá por um tempo. 5, 10, 30

minutos? 1 hora? Não faço idéia. Virava de um lado para o outro. Não

achava posição. Estava muito desconfortável. Saí. Me posicionei na

cama na posição de quatro apoios. Veio uma contração tão forte que eu

vomitei.

Andava pela casa. Tentei a piscina, mas não consegui ficar lá por muito

tempo. Coloquei a playlist que eu fiz para o parto, mas qualquer som me

causava um profundo incômodo. Desliguei.

O Bruno acendeu a lareira, estava bem frio no dia. A casa estava a luz

de velas, escura, quente e úmida (por conta do vapor das panelas de

água que aqueciam no fogo para esquentar a piscina), como o útero que

abrigava a Alice.

Já estava de noite. Ou de madrugada, não sei. As contrações seguiam

muito intensas e não davam trégua.

O trabalho de parto evoluía devagar. Outras pessoas da equipe

chegaram. As enfermeiras sugeriram realizar algumas manobras para

ajudar no encaixe da Alice. Essas manobras são feitas no momento da

contração, extremamente dolorosas. Realizamos as manobras pelo

máximo de tempo que a dor permitiu.

Às vezes eu sentia um sabor doce na minha boca. Ora vinha do melado

do mel, ora vinha do gelado do açaí. Tentavam me alimentar, mas eu

não conseguia comer. Outra contração muito forte, mais vômito.

Eis que surge ela. A Tati, a doula que cruzou o meu caminho apenas

quando o trabalho de parto já estava a todo vapor. As enfermeiras da

equipe ligaram pedindo reforço à ela, já que o meu processo estava

exigindo muito de todos: de mim, do Bruno, da Alice e da equipe.

A Tati surgiu como um anjo. Com mãos firmes massageava a minha

lombar. O ar cheirando a lavanda dos seus óleos essenciais. Seus olhos

penetrantes e doces diziam palavras de encorajamento. Ela me inspirava

confiança e acolhimento. Sua presença foi um bálsamo na alma.

Uma pausa para monitorar os batimentos da Alice. A todo tempo eu e

Alice éramos monitoradas. Batimentos perfeitos. Muita dor, mas tudo

fluindo lindamente.

Mais algumas manobras para ajudar no encaixe. Pedi para medirem

minha dilatação. 7cm. Oh, céus! Ainda faltava muito!

Quando a contração vinha, a única posição que eu conseguia ficar era a

de cócoras. Segurava forte as mãos do Bruno ou da Tati e descia.

Gemia, urrava, gritava. Meus joelhos reclamavam, afinal faltava

flexibilidade para ficar nessa posição por tanto tempo. Alice ainda alta.

"Respira devagar Lari" — dizia o Bruno.

Quis entrar na piscina. Consegui relaxar um pouco. Entre uma contração


e outra, eu cochilava. Meu Deus, como assim cochilar? Pois é, o corpo

humano não é mesmo uma máquina incrível?

Manhã de domingo. Uma das enfermeiras me diz que vai precisar se

ausentar para atender outro parto em outra cidade. Chega um outro anjo

para substituí-la.

A Joyce, a nova enfermeira, conversava comigo sobre meus medos.

“Do que você está com medo, Lari?

Estou com medo de não dar conta. Estou com medo da

responsabilidade. Estou com medo de perder minha liberdade. Estou

com medo do meu relacionamento com o Bruno mudar. Estou com medo

da Larissa que não vai mais existir. Estou com medo, muito medo!

Joyce me inspirava amor. Não sei se era a ocitocina, mas eu segurava a

mão dela, passava a mão no seu cabelo e agradecia. Nessas hora sai

abraçando e agradecendo cada um que estava vivendo aquele processo

comigo.

Resolvi ler as cartas que eu havia escrito para mim mesma e para Alice

durante a gestação. Nessas cartas eu falava sobre meus medos, contava

para a Alice tudo o que se passou em nossa gestação e me despedia de

mim mesma, daquela versão da Larissa que estava para morrer.

Ler aquelas cartas me muniram de forças. Coloquei um som de tambor e

caminhava com firmeza pela casa, conversava com a Alice, dizia que,

mesmo com medo, eu estava pronta para recebê-la. Estava disposta a

parir! Nesse momento permiti que meu corpo assumisse a situação. Saí

do controle, virei bicho, a mente deu espaço para o dono da festa, o

corpo!

A equipe também se animou. Posicionaram a banqueta. O processo

parecia que tinha pegado ritmo. Algumas horas se passaram. Muitas

contrações, muitos fluídos pela casa, muitos gritos e um profundo

cansaço.

Havia um celular em cima da mesa. Resolvi olhar a hora. Que erro! Eram

16:00h de domingo. Ali eu entrei em um vórtex de desespero. Quase um

dia inteiro de trabalho de parto já havia passado, Alice alta, as dores

insuportáveis e nada parecia evoluir.

O corpo saiu de cena e a mente voltou para o controle. Precisou de

apenas uma informação do mundo concreto para me tirar do meu estado

semi-bicho.

Meu trabalho de parto foi uma constante luta entre a mente e o corpo.

Sempre que o mental acionava, o processo estagnava.

Nessa hora, falei que queria ir para o hospital. Todos me lembraram que

viver aquele processo foi uma escolha que eu fiz de forma consciente e

que a decisão era somente minha. Chorei. Decidi ficar. Mais uma


checada nos batimentos. Tudo perfeito. Mais algumas horas se

passaram.

Nisso, a Mari, a enfermeira que havia ido assistir um outro parto em outra

cidade, volta. Ela foi até a outra cidade, o bebê nasceu e ela voltou para

o meu trabalho de parto. Tudo isso aconteceu e eu ainda na mesma.

Mais algumas manobras e eu pedi novamente para medirem minha

dilatação. 8cm. Meu Deus, em mais de 15 horas eu dilatei apenas 1 cm.

Desisti. Pedi para ir para o hospital de novo. Implorei. Eu não aguentava

mais.

Bruno me pegou pelas mãos e me levou para um cantinho. Nesse

momento nós tivemos a conversa mais séria de toda a nossa vida. Ele,

firme como uma rocha, me lembrou de toda a nossa jornada rumo à uma

gestação e nascimento conscientes. Me lembrou que eu pedi à ele que

não deixasse eu desistir. Me lembrou da força que eu tenho e porque eu

tinha escolhido parir naturalmente em casa.

Eu não lembro exatamente o que ele me disse. Ele também não se

lembra. Mas foi algo que tocou profundamente a minha alma. Ali,

naquela conversa, eu recuperei minhas forças novamente. Bruno, como

sempre, o pilar que traz sensatez, lucidez e equilíbrio para nossas vidas.

E no seu abraço, eu me desmanchei. Agradeci por ele confiar e acreditar

em mim. Agradeci pelo amor que ele me dá. Agradeci por ser o pai de

nossa Alice. Agradeci por estar ao meu lado em cada segundo dessa

jornada.

Eu não sei o que ele me disse, mas depois da nossa conversa eu não

mencionei mais ir para o hospital.

De tempos em tempos alguém pingava gotas de floral na minha boca. E

a Tati seguia incansável massageando a minha lombar, que de tanto ser

estimulada ficou até assada.

Mais uma tentativa para ajudar no encaixe: Agora a Mari massageava o

meu colo do útero para amolecê-lo.

Às 22:30 do domingo, mais uma contração e a bolsa estoura bem no

meio da minha sala. Água por todos os lados. Perco um pedaço do

tampão. Sangue. Minha casa parecia um cenário de guerra. Estávamos

cada vez mais perto do nosso encontro.

Depois que a bolsa estourou o negócio ficou punk. A dor intensifica e os

intervalos diminuem consideravelmente.

Fui para o chuveiro e comecei a sentir vontade de fazer força e naquele

momento eu vivi uma das experiências mais loucas do processo: Na

posição de cócoras eu sentia cada contração que não flutuava apenas

pelo meu corpo físico, mas pelo meu corpo energético e sutil. Eu fechava

os olhos e via, literalmente via, a contração acontecer como uma onda.

Começava mais fraca, ia se intensificado até um pico quase insuportável


e depois regredia até sumir completamente. E cada espectro dessa onda

tinha uma cor. E cada cor da onda tinha um cheiro. E cada onda era

masculina ou feminina. E eu comecei a travar um diálogo com as

contrações. Foi uma brisa. Não sei quanto tempo fiquei nessa piração,

mas ela foi interrompida pelo sonar da Rafa, outra enfermeira, que veio

medir os batimentos da Alice.

Batimentos nota 10! Nossa pequena guerreira seguia firme e forte.

Entrei e saí do chuveiro inúmeras vezes. As contrações viam

acompanhadas da vontade de fazer força. Dilatação total. Mas Alice

ainda alta. Esse expulsivo iria ser mais longo do que eu gostaria.

Um grande lapso de memória acontece nesse momento. Algumas horas

do trabalho de parto simplesmente desapareceram da minha memória.

Quando dou por mim, estou no quarto da Alice. Sentada na banqueta. A

Mari, segurava as minhas mãos e dormia sentada. O Bruno colapsou e

apagou na cama. As demais enfermeiras da equipe dormiam no quarto

ao lado. Todos dormindo? Sabe soldado no front de guerra que dorme

porque colapsou de exaustão? Pois é!

Foi apenas um apagão geral de alguns minutos, para mim parece que

durou uma eternidade.

De repente o Bruno está na minha frente conversando com a Alice. Ela

estava coroando.

Sente o cabelinho dela, ele diz.

Não quero, respondi.

Estava muito concentrada. Mais uma contração e a cabeça saiu. Alice

não rotaciona e pela primeira vez ouço a voz da Mari em um tom sério.

Fica de joelhos Lari, coloca o pé nessa banqueta e faz força.

Mari faz uma manobra para rotacioná-la e com mais uma contração o

corpo sai por completo às 5:13 da manhã de segunda -feira, 36 horas

depois da primeira contração. Um corpo quente, pequeno, com o cheiro

mais inebriante que já senti. Nasceu forte, saudável, no seu tempo,

vivendo o seu processo e no aconchego do seu próprio quarto.

Um salve para uma equipe extremamente competente, atualizada,

experiente e humana.

Bruno a recebe em seus braços e a entrega para mim.

Euforia, alegria, alivio, excitação. Não tenho palavras para descrever o

misto de emoções que senti nesse momento. Ainda não estava

acreditando que ela estava lá, nos meus braços. Só sabia sorrir.

Adrenalina pura percorria meu corpo.

Sentamos os três na cama e ela já abocanha o peito. E lá ficamos.

Cobertos de fluídos, amor e ocitocina. Lambendo a cria.

O cordão para de pulsar e Bruno o corta.


Me preparo para o segundo nascimento: O da placenta. Estava

demorando mais do que o normal para nascer. Recebo uma injeção de

ocitocina no cordão para ajudar nas contrações e liberar a placenta.

Resolvo eu mesma conduzir o seu nascimento. De cócoras em cima da

cama e com uma pequena tração a placenta nasce nas minhas mãos.

Recebo a placenta, analiso, sinto sua textura, sinto o cordão, agradeço e

entrego à Tati para ela fazer a medicina da placenta.

Mesmo com tanto tempo de expulsivo, tenho laceração de grau dois e

não preciso tomar pontos.

Uma das meninas da equipe traz um shake de açaí. Na sequencia chega

um pratão de massa e uma coca-cola geladinha.

Enquanto a Alice é pesada, sigo para o banho. Tomo um banho delicia,

lavo o cabelo, deixo a água cair nas costas, dou risada e choro ao

mesmo tempo.

Atravessamos o portal. Uma aura onírica pairava no ar.

Confesso que nos primeiros dias após o parto, me senti vítima. Porque

meu parto tinha sido tão difícil? Por que eu passei por tudo isso? Porque

justo o meu bebê estava em uma posição tão difícil de nascer? Porque

comigo, oh céus?

Na semana seguinte, em pleno auge das emoções do puerpério, resolvi

assistir o "Renascimento do Parto 2", um documentário que debate

especialmente a violência obstétrica.

E ali começou o meu processo de ressignificar o que eu havia vivido.

Quantas mulheres são violentadas, desencorajadas, usurpadas! Quantos

bebês chegam à esse mundo de forma violenta. Quantas marcas

profundas! Que tristeza! Que traumático! Nenhuma mulher ou bebê

jamais deveria passar por isso.

O nascimento deveria ser o evento mais belo e amoroso da nossa

experiência humana.

Me sentia profundamente grata pelo que vivi e sigo elaborando até agora

os aprendizados de uma experiência tão profunda como essa.

Foi difícil? Sem dúvida. Doeu? Meu deus! Mas foi um parto repleto de

amor, respeito e coragem. Um parto, onde cada pessoa que estava ali,

acreditou em mim. Onde eu acreditei em mim. Um parto que me ensinou

mais sobre mim mesma do que 10 anos de terapia. Um parto que me

fortaleceu para o papel de mãe.

Mas valeu a pena? Você não podia ter evitado todo esse sofrimento e ter

feito logo uma cesária?

Já me fizeram essa pergunta algumas vezes.

Podia, claro! E se nós estivéssemos correndo algum risco, eu não

hesitaria nenhum segundo em ir para a cesária. Mas nós estávamos


ótimas. Estava tudo bem. Estávamos sendo monitoradas por uma equipe

excelente.

Eu poderia ter poupado algumas horas de dor indo para uma cesária?

Com certeza. Mas o que eu perderia? O que a Alice perderia?

Eu escolhi viver essa experiência. Foi uma escolha madura, responsável

e consciente. Eu decidi. Eu não queria chegar ao fim da minha vida sem

ter tido a experiência de parir. E que bom que eu o fiz!

Muitas vezes nós escolhemos o atalho porque o caminho longo parece

ser muito difícil. Mas quase sempre é o caminho longo que traz os

aprendizados que precisamos ter. Esse era o processo que eu e Alice

precisávamos viver e porque ele foi assim, só Deus sabe.

Tínhamos que passar por isso, nossa história reservava esse momento e

a travessia desse portal me tornou uma mulher melhor e mais forte.

Obrigada filha!





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