Perguntas Frequentes

O atendimento ao parto domiciliar por enfermeiras obstetras é legalizado?

A Lei n 7.498/86 do exercício profissional da Enfermagem garante que enfermeiras obstetras e obstetrizes são aptos a assistir ao parto normal de baixo risco e realizar todos os procedimentos necessários para garantir a segurança da mulher e do bebê. São profissionais capacitados a identificar situações de risco que possam requerer cuidados médicos específicos.  Leia o decreto na íntegra: http://inter.coren-sp.gov.br/node/3838

Posso ter um parto domiciliar após cesariana?

Sim, apesar da prática obstétrica ter sido lenta em adotar as evidências científicas que confirmam a segurança do parto vaginal após cesariana prévia.

Porém, alguns fatores devem ser criteriosamente avaliados:

  • indicação da cesariana anterior;
  • intervalo de tempo entre uma gestação e outra;
  • avaliação médica favorável;
  • ultra-sonografia que investigue se há acretismo placentário e meça o espessamento uterino no local da cicatriz da cesárea anterior, dentre outros.
Quais os riscos de um parto domiciliar planejado?

O parto domiciliar deve ser uma decisão do casal e a responsabilidade por ele deve ser compartilhada entre o casal e os profissionais de saúde envolvidos.  Os riscos do parto domiciliar são os mesmos riscos que estão sujeitos a acontecer no parto hospitalar.  A diferença é que, quanto mais intervenção desnecessária no processo fisiológico do nascimento, maior é a probabilidade de risco.

Quando se propõe ou se apóia um parto domiciliar, devemos considerar, pelo menos, algumas premissas:

  • A mulher tem que estar segura de sua opção, se estiver com medo e esse medo não for trabalhado no pré-natal, ela deve procurar outra alternativa de local de parto;
  • Sugerimos que o parto domiciliar deva ser acompanhado por profissional qualificado. Esse profissional, quando e se necessário, deve solucionar problemas e identificar precocemente situações que requeiram transferência para o ambiente hospitalar;
  • Deve-se definir, ainda no pré-natal, uma maternidade, para que em caso de transferência, do ambiente domiciliar para o hospitalar, para onde a mulher deve ser encaminhada;
  • Avaliação prévia da gestação e condições psicoemocionais da mulher/família são fundamentais para definir nos critérios de inclusão e exclusão do protocolo da equipe.
Quais as vantagens de um parto domiciliar?

As vantagens diferem de acordo com cada mulher, porém, destacamos algumas:

  • Participação da família, amigos e dos filhos mais velhos no momento do parto, caso seja vontade da mulher.
  • Ambiente acolhedor e respeitoso. A mulher está em sua própria casa e pode escolher onde ficar, o que vai comer, quem quer por perto e a posição que terá o bebê.
  • Segurança. Como a mulher está em seu ambiente, geralmente se mantém tranquila e sem estresse, evitando assim, intervenções desnecessárias. Para garantir a segurança, realizamos controles de batimentos cardíacos fetais durante todo o trabalho de parto e utilizamos o partograma (gráfico que nos mostra se o trabalho de parto está evoluindo dentro da “normalidade”).
  • Respeito a crenças e valores. Em casa a mulher pode escolher músicas de sua preferência para o trabalho de parto e parto, organizar o ambiente do seu jeito, optar por fazer algum ritual após a saída da placenta ou com ela, entre outros.
O que é necessário para um parto domiciliar?

Para que o parto aconteça em casa é necessário que a mulher/casal estejam cientes da responsabilidade da sua escolha e de acordo com a filosofia de um nascimento de forma natural, saudável e fisiológico.

Como premissa, a gestação deve ser de baixo risco, ou seja, estar livre de riscos (alterações como pressão alta, diabetes, entre outros); o bebê deve estar a termo, entre 37 e 42 semanas de gestação; a mulher deve realizar pré-natal completo, de preferência com médico que esteja de acordo com o parto domiciliar, ficando de sobreaviso no momento do trabalho de parto e parto (se o seu médico não está de acordo com a filosofia do parto domiciliar, podemos indicar um profissional, pois
é necessário um relacionamento de qualidade estabelecido entre a mulher, família e equipe profissional).

Esse é o pressuposto básico para o compartilhamento de responsabilidades, onde a função do profissional é expor os fatos de forma clara, honesta e sem preconceitos. Isso implica em apresentar com clareza os prós e os contras de uma indicação terapêutica do uso de determinada tecnologia, da implementação de procedimentos, assim como, ouvir, acompanhar e, principalmente, respeitar o processo de decisão da mulher. Este respeito é baseado na compreensão de que tanto a equipe, quanto a mulher são pessoas adultas, capazes de tomar decisões e assumir responsabilidades. Para nós, profissionais da saúde, o grande desafio que se coloca, é integrar o que é adequado cientificamente (medicina baseada em evidências) com a sensibilidade em relação a cada mulher (individualidade), favorecendo dessa forma um relacionamento que seja adequado e efetivo.

Quais as vantagens do parto na água?

É evidente para os profissionais que utilizam a água no trabalho de parto e parto, como ela promove o bem estar e alívio da sensação dolorosa nas mulheres, seja na banheira ou no chuveiro.

Diversas referências (livros, artigos) colaboram em defesa do parto na água, citando vantagens, tais como, aceleração da dilatação cervical, diminuição da pressão arterial e alívio da dor, entre outras.

O livro O Parto na Água: Um guia para pais e parteiros (2000) de Cornelia Enning cita: “… dispensa o uso de analgésicos e diminui os casos de intervenções cirúrgicas. Faz o parto mais suave e mais seguro” (p. 9) “… a água morna pode, por exemplo, reativar partos prolongados, diminuir as dores, ajudar a superar problemas de bacia estreita ou diminuir a pressão sanguínea alta durante o parto” (p. 12); “… sobretudo, a diminuição de estresse na criança” (p.15).  “… o prolongado período de dilatação causado por uma bacia estreita ou por um bebê grande é consideravelmente reduzido pela água morna” (p.27).

Michel Odent, médico francês que popularizou o parto na água na década de 1960, inicialmente utilizou a água como uma forma alternativa de controle da dor durante o trabalho de parto.  Desde 1977 realiza partos aquáticos em uma famosa “sala selvagem”, onde possui uma piscina inflável com água à 37ºC
- temperatura intra-uterina.

Para Odent, o parto na água para a mãe é recomendável, pois a água é relaxante e ameniza suas contrações dilatando melhor o colo do útero, permitindo que ela se mova segundo sua comodidade e sua intuição mais profunda. 
A imersão em água à temperatura do corpo ajuda a reduzir o nível de adrenalina da mulher e estimula a libertação de ocitocina, o hormônio-chave do parto. 
Para o bebê o parto na água promove uma mudança do estado de sua consciência, acelerando a zona primitiva do cérebro que controla as secreções hormonais e sua passagem do líquido amniótico para a água o faz sentir-se seguro e satisfeito. (se deixar essa parte, tem que colocar referência)

Um recém-nascido é como um golfinho: quando submerso não respira e, para fazê-lo, emerge. A respiração origina-se pela exposição do ar e pela repentina mudança de temperatura.
Qualquer que seja o método utilizado, é importante que, após o nascimento o bebê não perca o contato com sua mãe. (se deixar essa parte, tem que colocar referência)

Foi constatado que as crianças que nascem por debaixo d’água são mais tranquilas, já que a mudança de meio não se dá de forma tão brusca como nos outros métodos.
Michel (2004) em seu livro Água e Sexualidade descreve as relações do ser humano com a água ao longo da história, seu aparecimento nas diversas culturas, ressaltando sua importância no trabalho de parto como elemento calmante, propiciador de um retorno a um estado primitivo, essencial à parturiente. Mostra como a água é um elemento terapêutico e permite manifestações fisiológicas naturais.

Nascido no Mar – O nascimento como uma iniciação espiritual é o livro de Chris Griscom (1993) no qual descreve seu parto no mar e deixa transparecer toda a beleza e espiritualidade que viveu e transcendeu o momento da chegada de seu filho.

Quando entrar em contato com a equipe?

Você deve entrar em contato com a equipe para conhecer nosso trabalho e para participar de um encontro mensal gratuito ENCONTRO ABERTO, lá apresentamos todo nosso atendimento e esclarecemos dúvidas.

Caso você já tenha optado pelo parto domiciliar deve entrar em contato com a equipe com 28-29 semanas de gestação para que agendemos um consulta na sua casa quando você estiver na 30a semana de gestação. Os receberemos com muita alegria!

A equipe hanami atende convênios?

O atendimento da equipe é feita de forma particular. Infelizmente nenhum plano de saúde, que temos conhecimento, cobre os custos de parto domiciliar.

A equipe atende em que cidades?

A equipe atende partos na região de Florianópolis, São José e Palhoça.